segunda-feira, outubro 23, 2006

Dia 19/10/06
5ª Feira

Antes de irmos para a aula de Italiano, decidimos ir comer um crepe (adivinhem do que? De Nutella). Com a história do crepe, chegamos 45min atrasadas a italiano e ainda conseguimos não ter falta na aula, eheh.

Nota: Eles aqui utilizam Nuttella para tudo e mais alguma coisa. Achamos que nunca vimos tanta Nuttella em toda a nossa vida, estão a imaginar frascos de Nutella de 5kg? Poix é, existe, e leva muita, mesmo muita Nuttela

Dia 20/10/06
6ª Feira

Uma vez que a noite (noite de sono para a Sónia) não correu lá muito bem, ela decidiu não ir à aula, e a Telma, claro como uma boa amiga, e por solidariedade fez o sacrifício de não ir à aula das 8h.
O dia foi passado em casa, claro está, a descansar.

Dia 17/10/06 3ª Feira

Tivemos 2h de aula de manhã (as únicas aulas por sinal do dia, à excepção de termos 1:30h de italiano à 3ª, 4ª e 5ª). Depois resolvermos ir tirar o cartão para ter desconto na cantina. Chegámos lá e deviam estar umas 15 pessoas à nossa frente, o que se resumiu a 1h de espera. Chegada a nossa vez, o rapaz que estava a atender perguntou se nos tínhamos registado no sistema (nos computadores que estavam atrás de nós, ao que claro nós não tínhamos feito (e porque? Porque ninguém nos tinha dito e nós não lemos pensamentos), bem lá fomos nós para o computador, e o rapaz foi lá ter connosco a explicar os mais ou menos como tínhamos de fazer e se tivéssemos alguma dúvida que o fossemos chamar (o que não tardou muito), aquilo mais parecia um inquérito da nossa vidinha toda….aquilo era só next´s por ali fora. Mas porquê tantas perguntas para fazer um simples cartão para ter desconto na cantina? Depois de registados, tivemos de esperar novamente que o rapaz nos chamasse, para assinarmos uns papeis e nos mandar voltar na semana seguinte para buscar o cartão (esse cartão eles fazem-no na hora, mas temos de ir lá outro dia).

Dia 18/10/06
4ª Feira
As 4ªs é o dia que temos completamente preenchido de aulas. Como ainda estamos em fase de adaptação, e é contra todos os nossos princípios de ficarmos 4h numa sala a ter aulas teóricas (claro em italiano), e para não acontecer como muita gente que adormece na aula, nós resolvemos apanhar ar, sempre a meio da aula de preferência no intervalo e não voltamos :D.

Dia 16/10/06
2ª Feira

Acordámos às 7h, para ir às aulas. Depois de 2h em e-business, decidimos sair, e fomos ao Consulado Português, juntamente com mais dois Tugas, a Patrícia e o Maurício, tratar da documentação necessária para irmos à Suiça (só que não é necessária nenhuma, apenas o BI), e aproveitámos para nos registarmos no consulado. Tornamo-nos 100% legais neste país :D.
A tarde serviu para descansar (sim, porque nós andamos muito cansadas…eheh).

segunda-feira, outubro 09, 2006

Dia 4/10/06
Tentativa de ir às aulas…

A Sónia e a Telma decidiram ir às aulas. Porém, como o nosso frigorifico pifou (tava mais fresco fora do frigorifico do que dentro) tiveram de levar a nossa carne que se encontrava no congelador a estragar, para a congelar na casa de outros Tugas, ou seja, já não foram às aulas. Decidiram ir à procura do Carrefur (que também não encontraram), andaram “bué” a pé e de eléctrico, e depois foram ter com a Joana para irem ao centro comercial Vulcano (que abriu à pouco tempo).
De noite, e que bela noite tivemos, com banda sonora (uma trovoada enorme e uma muita chuva) , decidimos ir a mais um jantar de comida à borlix, mas apanhámos uma molha daquelas diluvianas e quando lá chegámos também já não havia comida (não temos muita sorte com este tipo de coisas, tá visto), voltámos para casa.

Dia 2/10/06
O Teste de Italiano

O início da semana ficou marcado pelo teste de italiano. Antes de fazermos o exame já todos sabíamos qual seria o resultado. Chegámos ao Politécnico di Milano já um bocado atrasadas, e à pressa entramos na sala que nos indicaram. A sala era enorme, cabia lá um monte de pessoal (para ai 1000 pessoas), primeiro houve uma apresentação do IESN, que nos elucidou de como iria ser a nossa estadia em Milão, e que referiu também todos os eventos Erasmus (para além de festas e jantares (quase todos os dias), ainda existem as viagens), dando-nos assim as Boas Vindas. Depois disso distribuíram o exame e pediram-nos para não copiar (lol), ao lermos o enunciado depressa concluímos que não percebemos nada de Italiano, (esperamos concluir o contrário no final do semestre). O exame era composto por vários grupos, muita gramática…verbos…. (era difícil). Depois de fazermos o exame, saímos da sala, ao que nos deparamos com um aviso na porta (que ninguém leu) que os beginners de italiano eram na sala em frente (poix, enganámo-nos na sala).
Á noite, decidimos juntamente com os outros Tugas irmos a um jantar com comida à borlix, para alunos Erasmus, só que ao que chegarmos lá e só havia pão com ketchup (decidimos nem provar), fomos jantar a outro lado e voltamos todos para casa.

terça-feira, outubro 03, 2006

Dia 30/9/06

O 5º dia em Milão

O dia da Mudança

Acordámos às 8:30, fomos tomar o pequeno-almoço, e depois fizemos o check out no hotel. Conseguimos enfiar novamente as malas no carro, a Telma e a Sónia foram de metro, a Joana e o Pai foram de carro.

Chegando a casa, descarregámos tudo e verificámos que o nosso senhorio (Cataldo Caterina) ainda não tinha tirado nada do apartamento (tinha ficado de tirar as suas coisas em 10h no dia anterior). Acordámos com ele, que teria de tirar as coisas pelo menos dos quartos, e que passado 2h voltaríamos.

Fomos ao supermercado, comprar o kit de limpezas de ataque, almoçámos e voltámos ao apartamento. Começámos por limpar o quarto da Joana (ou Jane como o nosso senhorio lhe chama), meu Deus… cheirava tanto a naftalina… Aquele cheiro a casas...de…velho…, e havia tanto mas tanto, mas mesmo mesmo tanto lixo…. A água das bacias esta sempre preta….preta e muito preta (de cada vez que lavávamos os panos tínhamos de trocar a água!). Finalmente conseguimos transformar o quarto da Joana num quarto agradável e habitável. Passámos ao outro quarto, o da Sónia e da Telma, de um quarto horroroso, nojento e tudo o que se possa adjectivar para descrever o quão sujo estava, transformámo-lo num quarto limpo e a cheirar bem…muito bem, ou como o nosso senhorio diz, passou a respirar-se uma ar mais puro.

Fomos levar o pai da Joana ao aeroporto e acabámos por lá jantar. Regressadas a casa, e foi a vez de enfrentar-mos o WC, foi a corajosa da Telma que o enfrentou com a lixívia pura, toca a desinfectar tudo (decidimos não descrever como se encontrava esta divisão da casa…para o vosso bem). Depois de estarmos todas “partidas” fomos para a cama, iniciar uma batalha com as melgas, a Telma aniquilou a primeira no nariz.

P.S.: o nosso estendal, tem um sistema bastante inovador, do género, puxamos uma corda e a vareta da roupa sobe, se largamos a corda a vareta desce.

Ontem à noite estávamos a treinar este mecanismo, quando ao subir as varetas que estavam com roupa por trás dos lençóis, vimos as cuecas do nosso senhorio, as cuecas do Calaldo Caterina (ver fotos) (ou Pestana, como a Sónia lhe chama).

Dia 29

O 4º dia em Milão

Já temos casa!

Acordámos ás 8horas e fomos para o politécnico em estado de total desespero (pelo menos a Telma já estava assim!) lá chegadas fomos novamente ao ESN decididas a não sair de lá sem casa ou pelo menos que eles corressem todas as possibilidades do dossier enorme que têm sobre apartamentos para alugar aos estudantes…

Estávamos nós para aí na terceira hipótese quando somos abordadas por um senhor que disse ter uma casa para alugar a três ou quatro estudantes, metemo-nos no carro (diz-se machina em italiano) e lá fomos! Era um apartamento já antigo (cheirava a casa de velho, uiiiiiiii) e ainda com tudo do senhor lá dentro (agora que está reformado, ele vai viver para as montanhas com a mulher) gostámos da casa e da localização (a estação do metro (Cimiano) é mesmo em frente), o preço também não era mau e assim a casa foi “affitada” (o que quer dizer alugada em tugitaliano), já muito mais felizes, porque o senhorio disse que ia tirar tudo lá de casa em 10 horas, fomos passear o resto do dia, fomos ao Duomo (é lindooooooo!!!!!!!!! Ver as fotos), passeámos pelo centro de Milão e fomos para o hotel para um justo descanso.

À noite fomos passear até ao castelo Sforzesco (nas fotos só se vem as luzes, era noite) e jantámos por lá, havia uma exposição de fotos de paisagens italianas lindíssimas, ficámos cheias de vontade de as conhecer pessoalmente!

Completamente esgotadas voltámos para o hotel, a saber que o dia seguinte não ia ser fácil… e acreditem, não foi!

Nota: Quando chegamos ao Duomo, do lado esquerdo nas Galerias Victorio Emanuele II, estava um monte de jovens com cartazes e a cantar uma música que nós não a reconhecia-mos do lado nenhum, e aos gritos a olharem para cima (para uma varanda), que estava uma máquina de filmar, havia um gajo que se aproximava e acenava, e eles começavam todos a gritar do tipo….histéricos…, bem e nós não ligando nada aquilo, continuamos a nossa visita pelo Duomo :)

Dia 28

3º dia em Milão

À procura de casa_parte II!

Acordámos às 8, fomos comprar outro mapa da cidade e um jornal de anúncios, o “seconda mano” para ver se encontrávamos qualquer coisa, depois fomos para o politécnico ao studesk 1 (ESN), sempre à procura de casa, enquanto a Telma ficava no carro a ligar para os números que apareciam no jornal numa mistura de Tuga com English e Italiano macarrónico, no ESN deram-nos os dados de um apartamento que parecia ter tudo o que queríamos, dois quartos, sala, maquinas de lavar, mobilado, metro muito perto, dizia tudo… só não dizia que o gajo (o dono do apartamento) morava lá e esperava dormir no mesmo quarto que nós!

Entretanto encontrámos um apartamento numa rua muito fixe e o preço…? 195€ todo o apartamento! Marcámos uma visita para as 6pm.

De tarde a Joana foi com o pai ver o Jogo de futebol Verona-Braga (Parabéns aos tugas do Braga), e a Sónia e a Telma ficaram com receio de ir sozinhas ao tal apartamento porque o se o preço médio de uma casa por pessoa é 300 a 500€, como é que neste era tão pouco?!?!?!?!?!?!?! (Como é que ele esperava que pagássemos ?!?!?!?) pensámos em pedir a alguns tugas que cá estão que viessem connosco e fomos de metro a um McDonald’s ter com eles, só que pouco depois de lá chegarmos o Maurício foi roubado (pouca sorte, mas já está tudo resolvido) e a tarde ficou estragada.

Cravámos o Mota e o Francisco (+ tugas) para virem connosco mas antes das seis eles ligaram e ficámos a saber que se tinham esquecido de adicionar 3 zeros aos 195€, a casa custava 195.000,00€ e era para vender!!!!!!!

Voltámos para a Via Vitruvio (onde está o hotel) e fomos a um net point procurar casas na net (sem resultado). Já no quarto passamos 2 horas a ligar para anúncios no jornal, mas também não deu em nada.

Nesse dia a Sónia andou mais de metro do que tinha andado em toda a sua vida!

Nota: No meio de Milão, existe uma rotunda que está toda vedada, mas com uns corredores livres e o meio livre com banquitos. Sabem para o que é que isto serve? Passamos a explicar, as pessoas levam os seus cãezinhos para enfim…. A passear e estes conviverem com os seus semelhantes, e não só…abrem a porta da vedação, soltam o animal, e sentam-se nos banquitos a falar com outros donos e à espera que os seus cães terminem, abrem a porta da vedação, põem a trela no cãozito e vão-se embora…. Haverá rotundas destas em Portugal?

Dia 27/5/06, 2º dia em Milão

À procura de casa_Parte I

Acordámos às 8h (hora local), e fomos conhecer o politécnico di Milano (grande, muiiiitoooo grande). Á chegada, vimos um gajo a ser praxado, amarrado a um poste, de boxeres, cheio de espuma e a levar banho de champanhe (isto é que são as verdadeiras praxes). Fomos tentar descobrir o Studesk2, e depois de algumas voltas lá descobrimos, encontramos lá os Tugas Maurício e Luís da UM, e marcámos reunião para 3ª às 10h com Mrs. Clara Corti (a nossa coordenadora de Eramus).

Seguidamente fomos tirar o cartão IESN (International Exchange Erasmus Student Network), numa parte do politécnico criada especialmente para a carrada de alunos Erasmus que recebem. Começámos a recolher informações para a procura de casa (na esperança que seria tudo muito fácil). A primeira casa que fomos ver, era de um velhote que encontrámos no politécnico, o apartamento até era fixe, o problema era que tínhamos de arrendar por um ano, e não por 6 meses como pretendíamos. Fomos almoçar num restaurante (una pasta, um bocadito esquisitinha, mas comia-se) mesmo em frente a essa casa, numa esplanada. No final do almoço assistimos a um acidente, entre uma Scooter e um carro num cruzamento, em que o fulanito da mota (o típico italiano, baixinho e de rabicho) caiu e ficou sem sapatos e tudo, levantou-se aos berros foi ter com o Sr. do carro (a pé cochinho) na disposição de andar à porrada, quando sai de dentro do carro um “preto” enorme (daqueles que temos de olhar para cima para lhe vermos a cara). O italiano quando o viu mudou logo a intenção de lhe bater, começou a falar mais baixo, mas irritadíssimo na mesma, sempre a berrar, até que chegou o amigo do “preto” (também nada modesto na altura), e ficaram lá todos no meio da estrada a discutir, enquanto nós fomos embora.

Fomos ao Consulado Português, falar com o Cônsul que nos arranjou um contacto de uma Srª. Fomos ver a casa dela, e quando chegamos lá, já estavam mais 4 Tugas à espera para ver a casa e ficaram com ela.

Voltámos ao politécnico, e andámos a tirar números de telefone, de tudo quanto era parede, poste, placard….tudo…absolutamente tudo. Parámos o carro em frente de um super mercado e começamos a fazer telefonemas, numa mistura de português, inglês, italiano e espanhol. Fomos ver mais um apartamento, que era espectacular, porém estava em obras e só para a semana é que ficava pronto.

Fomos jantar, e em seguida fomos a Como (ou cromo como a Sónia) a cidade que faz fronteira com a Suiça, que tem uns lagos lindíssimos, então à noite é simplesmente lindo. Regressámos ao hotel e fomos dormir.

Nota: Os apartamentos em Milão rondam os, 1300€ 1500€

No trânsito, cada um conduz à sua maneira, é uma confusão, ainda estamos para descobrir como é que esta gente se entende (mas a verdade é que raramente há acidentes). Só para terem uma ideia, não há traçado na estrado, não há linhas continuas, ninguém respeita os sinais, quem for a atravessar as passadeiras tem de correr, se não, é passado a ferro, porque eles não param….., é um cenário bonito de se ver.

Dia 26/5/06

1º Dia em Milão

O dia da chegada!

Dia 26/8/06 às 16h chegou a Sónia (com a mãe (Sra. Teresa) e a irmã (Carina)) e a Telma ao aeroporto, posteriormente chegou a Joana, e o Pai (Sr. Adriano), foi a hora de despedida da família. Fizemos o Check in, tínhamos 12 kg de bagagem a mais (só as malas da Sónia ui, uiii), mas o Sr. Adriano conseguiu dar a volta ao Sr. da Portugália e fez com que não pagássemos 108€. Fomos para a zona de embarque, esperámos cerca de 30/40min, quando vimos o nosso aviãozito (o Fokker 100 da Portugalia). No avião, a Sónia e Telma ficaram nos lugares 15 A e C, e atrás ficou a Joana e o pai.

O voo descolou às 17:15, passámos por Guimarães a Sónia viu o estádio D.º Afonso Henriques (linduuuu), passando algum tempo vieram as hospedeiras de bordo a dar rebuçados (flocos de neve), jornais e um lanche (sumo, uma sandes com uma pasta que não sabemos de quê (mas era bom!), e uma sobremesa verde com um sabor esquisito). Ao chegar a Milão, já era de noite e a vista da janela do avião era lindíssima. Depressa chegámos a conclusão que Milão é grande, é muiiiiiittttttooooooo grande. O voo durou cerca de 2h:10.

Aterramos em Malpensa às 8:40 (hora local). O pai da Joana, alugou um carro, um Fiat Punto (todo fixola), baixámos os bancos de trás e foi só para as malas (estava lotação esgotada), a Joana e o pai foram no carro, a Sónia e a Telma foram de táxi.

O taxista, era alto e magro (muita feiooooooooooo!!!!!!!!), com um penteado do tipo cabelo rapado entre alto das orelhas e pescoço, e cabelo do alto das orelhas para cima estava espetado com uma camada de gel ultra fixante, não molhável e não modificável durante os próximos 1000 anos. A viagem durou cerca de 40 minutos de táxi, a uma velocidade de 150klm/hora, e uma conta a pagar de 82,50€ que ele arredondou para os 85€ sem sequer nos consultar. Chegámos ao Hotel Amadeus, descarregámos as malas, e fomos ver os quartos. Fomos dar a primeira volta ao centro de Milão, directamente à galeria Victorio Emanuele II (só para gente rica uiiiiiiii!), demos umas voltinhas a pé, e fomos jantar ao MacDonalds J, em que a Srª que lá trabalhava (só falava italiano, inglês nem velo…), fez uma fantástica conta, a Joana e o Pai foram os primeiros a fazer o pedido que dava 12€, a Sónia e a Telma pediram em seguida e a conta era 11€, onde o resultado final da Sra. era 24,50€, a Telma deu pelo erro e não fomos gamados (aconselhamos a senhora a ir aprender matemática para a primeira classe).

Regressámos ao hotel já depois da meia-noite e como em Milão fecha tudo a essa hora (metro, bares, etc…) fomos dormir.