Dia 27/5/06, 2º dia em Milão
À procura de casa_Parte I
Acordámos às 8h (hora local), e fomos conhecer o politécnico di Milano (grande, muiiiitoooo grande). Á chegada, vimos um gajo a ser praxado, amarrado a um poste, de boxeres, cheio de espuma e a levar banho de champanhe (isto é que são as verdadeiras praxes). Fomos tentar descobrir o Studesk2, e depois de algumas voltas lá descobrimos, encontramos lá os Tugas Maurício e Luís da UM, e marcámos reunião para 3ª às 10h com Mrs. Clara Corti (a nossa coordenadora de Eramus).
Seguidamente fomos tirar o cartão IESN (International Exchange Erasmus Student Network), numa parte do politécnico criada especialmente para a carrada de alunos Erasmus que recebem. Começámos a recolher informações para a procura de casa (na esperança que seria tudo muito fácil). A primeira casa que fomos ver, era de um velhote que encontrámos no politécnico, o apartamento até era fixe, o problema era que tínhamos de arrendar por um ano, e não por 6 meses como pretendíamos. Fomos almoçar num restaurante (una pasta, um bocadito esquisitinha, mas comia-se) mesmo em frente a essa casa, numa esplanada. No final do almoço assistimos a um acidente, entre uma Scooter e um carro num cruzamento, em que o fulanito da mota (o típico italiano, baixinho e de rabicho) caiu e ficou sem sapatos e tudo, levantou-se aos berros foi ter com o Sr. do carro (a pé cochinho) na disposição de andar à porrada, quando sai de dentro do carro um “preto” enorme (daqueles que temos de olhar para cima para lhe vermos a cara). O italiano quando o viu mudou logo a intenção de lhe bater, começou a falar mais baixo, mas irritadíssimo na mesma, sempre a berrar, até que chegou o amigo do “preto” (também nada modesto na altura), e ficaram lá todos no meio da estrada a discutir, enquanto nós fomos embora.
Fomos ao Consulado Português, falar com o Cônsul que nos arranjou um contacto de uma Srª. Fomos ver a casa dela, e quando chegamos lá, já estavam mais 4 Tugas à espera para ver a casa e ficaram com ela.
Voltámos ao politécnico, e andámos a tirar números de telefone, de tudo quanto era parede, poste, placard….tudo…absolutamente tudo. Parámos o carro em frente de um super mercado e começamos a fazer telefonemas, numa mistura de português, inglês, italiano e espanhol. Fomos ver mais um apartamento, que era espectacular, porém estava em obras e só para a semana é que ficava pronto.
Fomos jantar, e em seguida fomos a Como (ou cromo como a Sónia) a cidade que faz fronteira com a Suiça, que tem uns lagos lindíssimos, então à noite é simplesmente lindo. Regressámos ao hotel e fomos dormir.
Nota: Os apartamentos em Milão rondam os, 1300€ 1500€
No trânsito, cada um conduz à sua maneira, é uma confusão, ainda estamos para descobrir como é que esta gente se entende (mas a verdade é que raramente há acidentes). Só para terem uma ideia, não há traçado na estrado, não há linhas continuas, ninguém respeita os sinais, quem for a atravessar as passadeiras tem de correr, se não, é passado a ferro, porque eles não param….., é um cenário bonito de se ver.